EPÍFANIAS

Sabem quando estranham o mundo ao vosso redor e ele nos estranha a nós? Aconteceu-me isso. De repente, a minha vida tal como a conhecia mudou, nos seus compromissos, nos rituais que estabeleci, na forma de estar, nas amizades.

Houve sinais? Claro que sim, mas com a pressa com que vivia nos dias que passavam a correr, não me apercebi. Quer dizer, percebi mas não processei. 
O facto é que hoje digo-vos que está tudo diferente, embora pareça à superfície que é semelhante. Para melhor? Na sua generalidade, sem dúvida melhor! Sinto-me mais eu, de novo. 
A verdade é que nos agarramos ao familiar e não damos hipótese ao desconhecido, esse malandro que nos pode trazer só os Deuses sabem o quê. Somos nós que ficamos a perder quando nos acomodamos no nosso cantinho e isso é uma triste realidade comum.
O desconhecido tem muitas caras. Podem ser velhos hábitos que regressam subitamente sem darmos por isso e que destronam os novos que achávamos que estavam integrados na nossa rotina; podem ser aquel@s amig@s que voltam ao nosso convívio ao mesmo tempo que outr@s constantes se afastam porque sim. 
Chamo-lhe desconhecido porque é normalmente algo que já não constava da minha vida, mas que afinal se dilui tão bem nela :). Nem tudo o que é novidade ou diferente é bom mas antes de lhes negarmos a oportunidade de demonstrarem o seu valor na nossa vida porque não dar-lhes uma hipotese? 
Não sentem por vezes que de repente a vossa vida parece regressar a um passado mais feliz? Que pessoas e momentos desse passado, surjem mais maduros e vividos no vosso presente? 
Depois de alguma reflexão acho que é porque ainda temos algo para aprender com o passado, mais do que com quem estamos ou o que insistimos em viver no presente. 

Já pensaram nisto? O que acham? 

Beijinho, 

Sónia




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