DO ORIENTE AO OCIDENTE - PARTE II - RYODORAKU | POR SÓNIA SANTANA

Créditos da imagem: Marco Vieira
O nome é estranho e o aparato também. Falamos em terapias e a imaginação leva-nos a um ambiente minimalista com incenso e música suave, nada tecnológica. Falamos em Acupunctura e pensamos em agulhas e ouriços. Pois bem não é nada disso. É uma terapia e é acupunctura mas sem agulhas com técnica de medição quantitativa e qualitativa científica e real.  O Ryodoraku foi uma absoluta estreia para mim, pelo menos.
Ainda no stand da Alameda 7, com o terapeuta Marco Vieira, discíplo de Toshio Funada, Mestre em Acupunctura, foi-me explicado o procedimento de avaliação, os seus parâmetros e o significado do resultado. Resumindo e baralhando, a acupunctura japonesa Ryodoraku, basea-se na medição mecânica de certos  pontos electro-permeáveis (meridianos) na superfície do corpo avaliando deste modo o estado energético do nosso corpo.

Como foi feita essa medição?

O instrumento utilizado para a medição Ryodoraku é um micro-amperímetro com uma ponta de leitura de metal (tipo caneta sem bico). Para fechar o circuito, eu segurei um cilindro metálico. Durante o processo de medição, o Marco Vieira encostou o eléctrodo medidor (a tal ponta de leitura de metal) perpendicularmente ao ponto de medição. Foi-me dito que a pressão sobre o ponto deve ser leve, devendo ser aplicada a mesma pressão em todos os pontos. Os valores deverão ser lidos no máximo após 3 segundos.

Quando um estímulo é aplicado ao corpo humano através da sua superfície, invariavelmente ocorre uma reação em algum lugar do corpo. Por outras palavras, quando é aplicada uma estimulação, esta passa ao longo dos nervos sensoriais alcançando os centros nervosos superiores onde serão posteriormente ativados os nervos motores e os nervos autónomos simpáticos e parassimpáticos. Desta forma, o Sistema Nervoso Autónomo exerce uma ação sobre:

• Controlo dos órgãos internos;
• Controlo da secreção de sucos digestivos;
• Controlo do sistema circulatório;
• Controlo do metabolismo;
• Controlo direto e indireto das glândulas endócrinas.

Através do microamperímetro, aparelho medidor de Ryodoraku, torna-se possível a medição da resistência electrodérmica, e assim descobrir a disfunção dos nervos simpáticos espalhados na superfície do corpo. A electrocondutividade da pele varia em função do ponto, bem como em função do tempo (calor ou frio) ou do tipo de estímulo aplicado.

Nas pessoas com problemas de saúde, os pontos de alguns meridianos apresentavam leituras muito elevadas e, outros, leituras muito baixas. As leituras elevadas estão ligadas ao sistema simpático (Yang), e as leituras baixas, ao sistema parassimpático (Yin). Deste modo, as pessoas ficam desequilibradas ou doentes devido aos distúrbios do Sistema Nervoso Autónomo.

Não se identifica o desequilíbrio em si, mas sim as suas causas e as suas manifestações, facilitando o diagnóstico não verbal a partir do qual o plano de recuperação é traçado. Ao ser estimulado por via elétrica, o Ryodoraku, em desequilíbrio, é reequilibrado promovendo o funcionamento do organismo e a capacidade de cura espontânea, tratando o problema na sua origem.

No meu caso em particular e de acordo com o meu Mapa de Resultados, o diagnóstico Ryodoraku, estou com um desiquilíbrio ao nível de  Pulmões, Pâncreas e Rins, tendo sido recomendado acima de tudo beber muita água e ter cuidado com as mudanças de temperatura ... 



E para terminar o Marco, colocou-me uns adesivos com umas micro (mesmo muito micro) agulhas para equilibrar os pontos referidos como estando mais deficitário. Assim: 


Ando com elas há 1 semana (faz amanhã) com banhocas diárias e não caíram ... 
Se me sinto melhor? Sim!  Auto-sugestão? Pois não sei mas que me sinto sinto! 

Deixo um pequeno vídeo para terminar, que foi a entrevista ao Marco  na RTP e demonstração em directo!


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