NOVO CONSENSO SOBRE MIOMAS UTERINOS

Há 15 dias atrás, por ocasião do Dia Internacional da Saúde Feminina escrevemos um post sobre Miomas Uterinos e agora aproveitamos para o complementar com novas informações e consensos que surgem após o 21º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia realizado a 3 Junho. Esperamos que vos sejam úteis.
Os novos Consensos Nacionais sobre os Miomas Uterinos 2017 passam a contar com os progressos existentes nos últimos anos para o tratamento dos miomas uterinos e os mais recentes estudos na área da ginecologia. Estas guidelines permitem aos especialistas nacionais seguirem uma linha de orientação delineada pelos principais médicos da área sobre este que é o tumor ginecológico mais frequente da mulher.
Fernanda Águas, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, explica em comunicado, que a principal alteração das guidelines baseia-se na inserção de uma inovadora opção de tratamento para as mulheres, que pode agora ser utilizada em tratamento de longa duração e pode substituir a cirurgia

O contributo dos novos fármacos fez redefinir os objetivos da terapêutica médica, passando a incluir para além do controlo dos sintomas, como é o caso das hemorragias uterinas, anemia, dores pélvicas, também a redução ou total desaparecimento dos miomas uterinos. 

Os novos consensos incluem também os mais atuais estudos nacionais e internacionais desenvolvidos na área, nomeadamente o estudo sobre as histerectomias em Portugal que concluíram que a maior causa de remoção total do útero (histerectomia) ainda são os miomas uterinos, que é a condição ginecologicamente mais prevalente na mulher. 

Nos novos consensos reconhece-se que o procedimento cirúrgico desta patologia se associa a um maior período de recuperação, a custos mais elevados e a uma taxa de complicações significativa para as mulheres. A melhor perceção do contexto do impacto da remoção total do útero em Portugal permitiu o aumento do conhecimento dos especialistas e o desenvolvimento de respostas mais adaptadas e conservadoras para a mulher. 

A especialista acrescenta ainda que “se registaram avanços significativos a nível da terapêutica médica que, para além de proporcionar agora melhores condições de aplicação aos tratamentos cirúrgicos mais conservadores e às novas vias de abordagem, poderá constituir, por si só, uma opção terapêutica única, que evite o recurso à cirurgia”.


Sobre a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG)

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia é uma associação científica, sem fins lucrativos fundada em 1975, que tem como finalidade o estudo e a investigação de todos os assuntos relacionados com a Ginecologia. A Sociedade criou quatro secções que correspondem a áreas de desenvolvimento: Ginecologia Oncológica, Colposcopia e Patologia de Trato Genital Inferior, Endoscopia Ginecológica e Uroginecologia. A SPG organiza quatro reuniões por ano em Janeiro, Março, Junho e Novembro. 



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