A MULHER-SEM-CABEÇA E O HOMEM-DO-MAU-OLHADO

A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado é o mais recente livro de Gonçalo M. Tavares. Para quem não o conhece, Gonçalo M. Tavares é um talentoso escritor português que de há 15 anos para cá nos habitua a uma escrita compulsiva e constante.
A sua escrita não é simples e contudo é de leitura simples. É aquilo que Carlos Maria Bobone chamou e muito bem de "literatura do absurdo" neste artigo publicado no Observador em Abril deste ano. A verdade é que ou se ama ou se desiste da escrita de Gonçalo M. Tavares, mas que mexe com os nossos olhares mexe!  

Este último livro dá o mote para uma nova série ficcional que intitulou de Mitologias e que aborda o conceito dos Mitos na Era Técnica em que vivemos. Homens, Animais e Máquinas ao mesmo nível. Intenso, veloz e frio, sem julgamentos e um retrato da sociedade sem emoções e em que tudo e todos são avaliados pelo que são, com penas e agravos.

Sinopse: 
Uma Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado é o primeiro livro do universo das Mitologias, universo de ficção em que Gonçalo M. Tavares recoloca o humano e a história numa dimensão mitológica, que distorce para mostrar melhor e que, recorrendo ao universo narrativo da oralidade e do fantástico, explora brilhantemente aquilo que é a natureza humana.

Sobre o autor:
Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários e está a ser traduzido em mais de 50 países.
Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Com Aprender a rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros.
Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi também por diferentes vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. Uma Viagem à Índia recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, dança, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, etc.

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