A FELICIDADE | POR DIANA FAUSTINO - OMSHANTI


Estamos em constante regeneração, estamos em constantes ciclos: as nossas células morrem e nascem vezes sem conta, os nossos órgãos regeraram-se e procuram encontrar uma solução para tudo o que inflama o nosso corpo, para o manter saudável pelo máximo de tempo possível.
Se o nosso corpo se regenera constantemente então também podemos de forma consciente regenerar o nosso pensamento e a nossa forma de estar na vida: cada dia que passa é uma nova dádiva, é um novo sentimento de gratidão por estar vivo, existe vida em nós.

Quando permitimos que a vida nos abrace, permitimos de igual forma que cada bocadinho de nós se disponibilize para as bênçãos universais, e isso não é difícil, porque a nossa capacidade de amor é infinita, especialmente quando vem de dentro do nosso coração.

Contudo o maior medo das pessoas é perder, perder a pessoa que amamos, situações às quais estamos agarrados, perder o emprego, fazer escolhas e não ser bem sucedida nessas mesmas escolhas. Mas quando desejamos almejar essa tal felicidade que procuramos por vezes esquecemos que temos que mudar algumas coisas para que ela tenha permissão para entrar na nossa vida. 

Já não é valido alimentar relações destrutivas, e por vezes elas estão bem mascaradas por migalhas de algo ao qual chamamos de amor, ou tentativas de agarrar situações ou defender bandeiras que há muito tempo já não nos alimentam, isto porque tem sempre de existir reciprocidade em tudo o que façamos, é algo natural é o ciclo da vida.

Só quando estamos focados em nós é que conseguimos ver o caminho com clareza, apenas quando estamos conscientes e presentes dentro do nosso corpo é que conseguimos tomar as melhores decisões para nós. O “eu” tem necessariamente que estar presente em tudo: em cada passo, em cada inspiração, em cada alimento que colocamos na nossa boca e nas palavras que dela saem. Só assim sabemos a sensação que cada decisão causa em nós – o caminho faz-se sentindo o corpo e a intuição.

Quando tentamos salvar o outro, quando tentamos agarrar situações que não nos dizem respeito, quando estamos a focar lá fora a nossa atenção, estamos simplesmente a arranjar uma desculpa para não olhar para dentro, para não estar dentro. É tão mais fácil estar fora, mas a frustração pessoal aumenta, o barulho mental evidencia-se e o cérebro não pára de pensar e o desgaste emocional, físico e intelectual que isto nos traz é devastador: deixamos de ter paciência, temos agressividade na voz, não conseguimos focar no que estamos a fazer… existem tantos sinais de desfoque pessoal, basta estar atento.

Algo que aprendi ao longo da minha caminhada é que eu sou a única pessoa que precisa da minha ajuda, cada um se tem a si, neste resgate da própria alma e não vale a pena entrar em discussões, em vitimizações, em conversas desprovidas de conteúdo, isso é apenas e só alimentar uma energia que não traz a ninguém crescimento, muito pelo contrário, faz-nos desaparecer lentamente e letalmente de nós mesmos.

Todos querem ser felizes, e todos o merecem, mas tem de existir espaço para a felicidade na nossa vida, então pergunto: ao que te agarras que não a deixa entrar?

Deixo-vos esta reflexão.




Diana Faustino


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