SOBRE O CAFÉ


Descoberto em 575 d.C. na Etiópia, o café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo devido ao seu aroma e sabor intenso, sendo hoje em dia, reconhecido pela sua ação na melhoria do desempenho e pelo efeito protetor na saúde dos indivíduos. Todavia, é importante que o seu consumo seja moderado e integrado num estilo de vida ativo.
1. Quais os benefícios do consumo de café? 
O consumo de café tem sido associado a um conjunto de potenciais benefícios para a saúde e bem-estar, dos quais se destaca: 
  • redução da sensação de fadiga, 
  • aumento dos níveis de alerta e atenção, 
  • melhoria do raciocínio e memória e, pode ainda, 
  • proteger contra doenças como cancro do cólon, diabetes tipo 2, cirrose hepática, carcinoma hepatocelular e depressão. 
O café também parece ajudar a manter as funções cognitivas no envelhecimento, reduzindo o risco de doença de Alzheimer e Parkinson. Estes benefícios são atribuídos à presença de cafeína e compostos antioxidantes no café, apesar de ser necessária mais pesquisa científica nesta área para compreender os mecanismos subjacentes a estes efeitos protetores do café. 

2. Qual é a quantidade de cafeína de um café? 
O teor em cafeína no café depende de vários fatores, como por exemplo, a variabilidade da planta do café, o método de preparação (p.e. instantâneo, expresso), a quantidade de café utilizado na preparação e o grau de torra e moagem. 
O teor médio em cafeína do café expresso consumido em Portugal, é de 74,5 mg de cafeína por chávena de café expresso. No café cheio há maior quantidade de cafeína do que no café curto. Em média, os valores de cafeína por tipo de expresso são os seguintes: 

3. O que é o cafeinismo? 
O cafeinismo refere-se à intoxicação devido ao uso excessivo e prolongado de café ou outras substâncias com cafeína (p.e. colas, chá, chocolate). 
Doses de cafeína acima de 400 mg/dia representam um consumo elevado, o qual pode causar riscos para a saúde. Como tal, o consumo contínuo (geralmente, mais de 5 dias) de doses altas de cafeína podem levar à intoxicação ou cafeinismo. 
Alguns sintomas relacionados com o consumo elevado são, por exemplo, 
  • ansiedade, 
  • nervosismo, 
  • insónias, 
  • taquicardia e 
  • náuseas. 
A dose letal de cafeína, no adulto normal, parece ser acima de 10g, de acordo com a literatura científica. Todavia, a maioria dos casos de morte devido ao consumo abusivo de cafeína deve-se à introdução de suplementos alimentares à base de substâncias estimulantes (p.e. cafeína, taurina) que podem interagir entre si ou à associação destas substâncias estimulantes com o álcool. 


4. Qual o melhor horário para beber café? 
Os momentos mais adequados para beber café são após os picos de produção de cortisol, uma hormona relacionada com a regulação do ciclo circadiano e com a manutenção do estado de alerta. Na verdade, a interação entre a consumo de cafeína e a produção da hormona pode induzir tolerância à cafeína. Atendendo a isto, o horário mais indicado para o consumo de café (cafeína) é entre as [9h30-11h30] e [13h30-17h00]. 



5. Qual a dose de cafeína aconselhável? 

A European Food Safety Authority (EFSA), em 2015, refere que doses diárias até 400mg de cafeína por dia são seguras em adultos saudáveis, à exceção de mulheres grávidas. O valor total diário de 400mg inclui todas as fontes de cafeína (p.e. café, bebidas energéticas, refrigerantes, chocolate). Atendendo a esta recomendação e ao teor médio de cafeína presente no café em Portugal, bem como aos diferentes alimentos onde esta poderá estar presente, aconselha-se um consumo médio de 2 a 3 cafés por dia, em adultos saudáveis consumidores de café. No entanto, deve ser sempre respeitada a suscetibilidade individual à cafeína. Relativamente às mulheres que pretendem engravidar, grávidas ou mulheres que estejam a amamentar as recomendações apontam para um valor total de 200mg de cafeína por dia. Visto que, a cafeína é uma substância que atravessa a barreira placentária, podendo afetar o feto. 

No que respeita à toma de cafeína e outros estimulantes em crianças e adolescentes, desencoraja-se o seu consumo, uma vez que ainda não se encontram muito claros quais serão os níveis aceitáveis. Além disso, é necessário os pais atentarem para a presença de substâncias estimulantes em outros alimentos, além do café e, os quais estão ao alcance deste público alvo. Exemplos destes alimentos são o chocolate, os refrigerantes, os gelados e o chá.


Deixamos igualmente aqui a composição de uma chávena de café

Comentários