OBSERVA-TE! | POR FILIPA FAUSTINO - OMSHANTI

Se há algo que aprendi com os Anjos ao longo de todos estes anos de experiência, é ser a observadora, é observar tudo: o bom, o menos bom, as pessoas, as situações, as circunstâncias, os tempos e os espaços.
Aprendi até a observar os meus alunos enquanto converso com eles, enquanto lhes ensino e aprendo, talvez como se fosse duas consciências, uma humana, outra espiritual em observação da experiência, da aprendizagem, partilhando o amor de cada momento entre tudo o que sou, em plena observação até da divisão que é unificada desde inicio.
Principalmente observar-me a mim, enquanto Ser em experiência. A observação própria, em aceitação e em amor, permite reconhecer em nós, rapidamente o que necessita de alinhamento com a alma. O que necessita de ser vivificado e reestruturado, compreendido e libertado. A forma mais rápida de nos libertarmos de uma aprendizagem, seja uma pessoa ou uma situação, é parar, e observar: observar a pessoa, o seu comportamento, a sua linguagem, observar-nos a nós, o nosso comportamento, a nossa linguagem, a nossa reação ou a vontade de reagir. 
Continuar em observação de nós mesmos, da imensidão de estruturas que mexe em nós a situação e compreender o porquê: porque estou a viver isto, porque estou a sentir isto, porque estou nesta situação aqui e agora, de onde vem tudo isto? E permanecer em observação após cada uma das perguntas. 
Se formos pacientes e amorosos, a resposta surgirá assim, na nossa mente, enviada pelo nosso coração, de forma clara como a água. E nós somos tantas estruturas em funcionamento, que uma situação pode vir de muito longe paralelamente enquanto Ser em aprendizagem.
Quando compreendemos a origem da nossa reação, focamos na outra pessoa. Focamo-nos em libertá-la da nossa vida, do nosso ego, da nossa mente ferida, que quer fazer justiça. Focamos em libertá-la, por nós, para que sejamos divinamente livres, para que vivamos os dias em paz com o nosso coração e com o mundo, para que a própria estrutura da pessoa, possa seguir o seu caminho, fazendo a sua aprendizagem e libertando-nos energéticamente, para que a outra pessoa, que num plano muito mais elevado é parte de nós também, possa criar para ela uma vida livre e feliz. 
A observação exige por principio tempo, um tempo que no tempo de hoje, não estamos habituados a ter. Já nascemos quase a exigir de nós, viver a 1500km/h, a chegar a todo o lado, mas a verdade é que apesar de percorrermos o caminho, de até de uma forma ou outra o controlarmos, não estamos conscientes dele. Perdemos 95% da essência das experiências, das pessoas, dos momentos. A observação ajuda-nos a parar, a priorizar o que realmente é importante, a amar profundamente a vida, porque se a observamos, sentimo-la, vivemo-la, compreendemos o amor imenso que habita em todas as esquinas onde ela nos leva. Por isso, se sentes que não vives, pára, observa, principalmente observa-te!



Filipa Faustino

www.omshantilx.com



omshantilx@gmail.com






Créditos da imagem da capa: pixabay.com/johnhain


Comentários