FORA DA CAIXA | POR DIANA FAUSTINO - OMSHANTI

Sair da zona de conforto, dia após dia, para reconstrução de uma nova personalidade e de uma nova liberdade: só não somos livres se assim o decidirmos, dentro da nossa mente podemos voar.
Quando decidimos voar, começamos a ter percepção do que está à nossa volta, do que se disponibiliza para ser visto, encontramos a luz e a sombra, mas com isto há sempre uma questão: o que é o bom e o que é o mau? O que é o certo ou o que é o errado? O que é certo ou bom para mim pode não ser para o outro, e neste mundo cheio de rótulos é tão fácil catalogar. É fácil dizer que x ou y é mau, mas se aquilo serve a alguns porque há de ser mau, ou por outro lado porque há de ser o melhor? Tantas perguntas, tantas maneiras diferentes de ver a vida o que me leva a crer cada vez mais que, isto é apenas uma passagem, uma terra onde estamos a deixar as nossas sementes e a preparar algo para os que vêm a seguir a nós, somos apenas jardineiros neste mundo de terra fértil. E cabe-nos decidir as sementes que realmente queremos plantar, ultrapassar os nossos medos pessoais, o medo de ser julgado, o medo de não ser bom o suficiente e seguir em frente, seguir para o sucesso. O sucesso pode ser traduzido por diferentes visões, mais uma vez cabe a cada um de nós decidir o que é para cada um, o sucesso. Quando enveredamos por um sonho, por algo que gostaríamos de nos tornar ou ser, os nossos maiores desafios são sempre os internos, mesmo que lá fora apareçam situações, elas são reflexo do que se passa dentro de nós desde o mais simples ao mais complexo, portanto desde nós: enquanto seres humanos físicos, emocionais e espirituais até à informação que existe no nosso ADN.

Algo que eu percebi ao longo da minha caminhada, esta de tornar os meus sonhos realidade e naturalmente passa pela minha parte espiritual e profissional (as duas estão aliadas no meu caso), foi que as nossas maiores fraquezas vêm de dentro, do lobo mau que temos dentro de nós, este que caso seja alimentado tem uma voz activa muito forte e que é capaz de derrubar os sonhos por mais bonitos que sejam, por outro lado se alimentarmos o lobo bom então temos um aliado para a vida.

Agora o mais interessante disto tudo é compreender que todos temos esta luta interna, mesmo aquele que parece que está sempre positivo, sempre maravilhoso e sempre na paz. A compaixão faz-nos ver além de nós mesmos e aceitar que cada um tem a sua realidade e age consoante esta mesma realidade. E mais, até que ponto não é presunção agirmos como se fossemos a verdade absoluta e tentar fazer uma lavagem cerebral a quem nos rodeia, ser mestre vai muito além de saber dominar um bom discurso, uma técnica de cura, ou a venda de um produto, ser mestre é saber dominar as nossas próprias emoções e não ser escravo delas, ser mestre é honrar e fazer a devida vénia a quem veio antes de nós com toda a sua verdade, que pode ser ou não a nossa, mas que aquela verdade resultou para aquela pessoa, é simplesmente aceitar o mero ser humano em todas as suas falhas e fraquezas, ser mestre é ser tanto mas ao mesmo tempo ser tão pouco.

Não vale a pena andar a apontar o dedo, quando temos quatro a apontar para nós: que a nossa arrogância não nos deixe ficar cegos de nós mesmos, que nos motive sim, a olhar dentro e perceber o porquê de “o fora” estar a mexer tanto com o ego e a partir daí tirar as próprias conclusões.







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Créditos da imagem de capa: unsplash.com/sebastian-kanczok

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