RENDER-SE À VIDA | POR DIANA FAUSTINO - OMSHANTI

Nunca perdemos nada, até porque nada é nosso. E quanto mais depressa compreendermos que o que mais queremos controlar é o que mais foge do nosso controlo e o que mais rejeitamos é aquilo que está sempre a aparecer na nossa trajectória de vida, porque simplesmente precisa de ser reconhecido; a consciência da nossa missão aqui, aumenta consideravelmente.

Libertar é dizer ao universo que confiamos nele, que confiamos na vida e que acima de tudo confiamos na nossa divindade interna e que fazemos as melhores escolhas para nós.
O que é verdadeiramente para nós, encontra sempre um caminho de volta (ou de chegada). E isto é render-se à vida, é perceber que não controlamos nada, não somos donos de nada e que não sabemos nada sobre o dia de amanha, então só nos resta confiar. 
Existem sempre tantas dúvidas, que muitas vezes resultam de não saber estar em silêncio mental, então é necessário arranjar explicação para tudo o que acontece, mesmo que a resposta esteja bem ali à nossa frente, procuramos sempre uma resposta na opinião do outros em vez da nossa própria validação e conhecimento interno, ou simplesmente não existe uma resposta, não naquele momento, talvez mais tarde essa resposta seja dada.
A ideia de simplicidade ou do silêncio assusta, porque é compreender que não precisamos de muito para simplesmente viver, mas assusta porque vivemos num mundo consumista onde o que tentamos constantemente é fazer compensações emocionais através do consumo, seja para nós seja para os outros. Como se fosse uma solução instantânea para mostrar por quantidade o quanto gostamos dos outros. Há uma ideia generalizada que coisas substituem sentimentos, o que não é verdade, então encontramos cada vez mais pessoas que não se sentem confortáveis a expressar-se emocionalmente, ou que simplesmente o medo de se expressar já as engoliu e já nem sabem como o fazer (a boa notícia é que é algo que se aprende facilmente). 
Se a frustração, cansaço ou necessidade de fugir são sentimentos presentes então basta fechar os olhos num momento de meditação e perguntar-se aonde verdadeiramente não me estou a nutrir com amor e inúmeras imagens vão aparecer: situações, coisas, pessoas… e permitir compreender se aquelas imagens estão realmente a nutrir-me ou é a ilusão que temos sobre elas que nos está a alimentar em vez de ser o amor.
O que fazer caso a ilusão seja a resposta? 
Encontrar o amor próprio aqui e escolher a nutrição pessoal.
Se faltar a coragem, lembra-te que mereces cuidar de ti.
Fica a sugestão.


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Diana Faustino
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