CICLOS | POR CATARINA VALADAS

Nascemos sós. Morremos sós. O primeiro suspiro. O último suspiro. A primeira lágrima e a última. Sós. No entanto, no decurso da nossa vida esquecemos o que precisamos, de quem somos, da nossa Luz interior , dos nossos desejos e do amor por nós.
Permitimos que alguém chegue, que nos faça sentir menos do que merecemos. Permitimos que nos cortem as asas e nos impeçam de voar. Vamos vivendo mais para fora de nós, do que para dentro.

Ocupamos a nossa mente com vazio, com as ideias que os outros têm de nós, com a verdade deles e não a nossa.

Compreendemos depois, mais tarde e já num tempo que ainda é possível mudar, que a nossa vida devia ser vivida devagar (mais devagar); Sem atropelos, sem pressas, sem ânsias, sem nos deixar influenciar pelos outros, sem estarmos fora de nós.

E temos tempo. Temos sempre tempo para o fazer. Silenciar a mente. Afinal a solidão é algo bom, transparente, onde pudemos ser inteiros. Onde pudemos encontrar o nosso centro, o nosso Lar, o nosso amor por nós.

Vamos sempre a tempo, porque podemos escolher hoje e sempre viver mais devagar.


Catarina Valadas
Terapeuta Holística e Inspiradora
E-mail: anacvaladas@gmail.com



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